Até as 21h14 do dia 22 de novembro de 1987, o que aparecia nos televisores de Chicago era, de certa forma, normal: entretenimento, notícias, game shows.
Naquela noite, como sempre, Dan Roan, um popular locutor esportivo do Nine O’Clock News do Channel 9, narrava os destaques da vitória do Chicago Bears sobre os Detroit Lions. E então, subitamente e sem aviso, o sinal piscou e surgiu a escuridão.
Na sala de controle da WGN-TV, os técnicos de plantão olhavam sem reação para suas telas. Era de seu estúdio, localizado em Bradley Place, no norte da cidade, que a rede transmitia suas microondas para uma antena no topo da torre John Hancock, de 100 andares, a 11km de distância, e então para dezenas de milhares de telespectadores. O tempo parecia ter parado enquanto os técnicos observavam seu sinal ser invadido.
Uma figura atarracada e de terno surge na tela com um estalo, pulando loucamente pra cima e pra baixo. Com uma máscara emborrachada fantasmagórica, óculos escuros e um sorriso largo congelado no rosto, o misterioso intruso parecia uma mistura de Richard Nixon e o Coringa, do Batman. A estática chiava através do